sexta-feira, 4 de novembro de 2011

The lack

Postado por Camilla Fernanda às 03:01
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Saudade é pra quem sente amor. Sentir falta é pra quem sente vazio. [...]


"[...] Entrei desfalcado nesse nosso jogo de silêncio. Se bem me conheço, vou me arrepender e te procurar, eu sei. Mas isso tem de ser feito agora. Vamos viver uma coisa por vez. Só aceitei perder você porque foi de W.O.

E amanhã será um novo dia igual a este. Mas, de que adianta desejar um novo dia se, ao mesmo tempo, desejo também um mesmo e velho erro? O relógio devia me dar um tempo ou parar até eu me resolver. Por isso vim. E, também por isso, quase não vim. Entre nós, a verdade é que ninguém tá nem aí pra ninguém.

Se não for pedir muito, emita algum sinal, deixe um alô na minha timeline, que eu vejo aqui do meu lado, assim que lembrar das senhas pra te ganhar. Sim, às vezes te procuro na web, grande áfrica. Quero saber com quem você anda e o porquê do silêncio. Tá estampado e nítido na sua cara, no seu riso-ejaculação-precoce, que também não me esqueceu. Ainda.

Tenho saudades. Quero dizer, desculpe, sinto sua falta... "



Gabito Nunes , texto completo aqui

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Eu, eu mesmo e ninguém

Postado por Camilla Fernanda às 00:58
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Desse tipo que escreve por uma necessidade arrebatadora, cá estou eu. Sentada na frente do PC comendo sucrilhos (a la Tati Bernardi), sem nem saber ao certo o que escrever, apenas escrevendo. Não sei o título, o jeito, o estilo que devo seguir, só sei que escrevo. Escrevo como catarse, como fuga ou qualquer coisa que me alivie de mim. Eu transbordo o tempo todo. Nenhuma das minhas válvulas de escape bastam ao meu ser. Não tem espaço, nem tempo, pra tudo que eu quero ser, ou tudo que eu quero expressar.
Quando eu era pequena e me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, aquela pergunta irritante que angustia qualquer ser pensante, eu dizia: "Médica e bailarina". (É óbvio que essa pergunta não me angustiava na época, mas que é irritante é.) E passei um bom tempo achando que isso era o que eu queria mesmo e fui vivendo. Tempos depois continuei amando dançar mas comecei a desvincular-me dessa história de medicina e justificava dizendo que não sabia se aguentaria ver tanto sofrimento humano. Eu só conseguia pensar que ia ter que ver muita gente sofrendo e isso definitivamente não era pra mim.
Ao descobrir o meu verdadeiro caminho, a Psicologia, a sensação foi de alívio e certeza. Lembro que tava lendo uma enciclopédia que definia algumas profissões em sua anti-capa, e quando li psicologia e sua definição, pensei: "Meu Deus, é isso mesmo. Como não pensei nisso antes?" E até hoje não consigo imaginar minha vida sem a psicologia. Eu lembro que tive que decepcionar, mesmo que minimamente, meu pai. Pois ele queria que eu fizesse Medicina e achava Psicologia coisa de doido mesmo. (não que não seja, RISOS)
Mas era aquela história, ou eu o decepcionava (rapidão) naquele instante, ou iria viver uma vida frustrada e ia ter que arcar com as consequências disso. Então, desculpa pai.
A escolha da Psicologia obviamente não condiz com aquela minha explicação infantil de abrir mão da medicina por não querer ver sofrimento humano. Tem profissional que lida mais com sofrimento do que psicólogo? Se tem não me informaram. Eu não quis mesmo medicina, porque não é minha praia. O máximo de medicina que entra na minha vida vem da Psicologia ou dos episódios de House. E talvez fique assim mesmo.
Eu tenho uma certa dó de quem não sabe o que quer da vida. Talvez até por não conhecer esse sentimento. O que sempre me ocorreu, foi excesso de querer. Eu quero. Ou melhor, EU QUEROOOOOOOOOO! com letras garrafais e em néon. Eu quero mais e muito. 'Intensidade, baby!'. Eu quero muitas coisas e é esse o meu grande problema.
Eu nasci em 08/08 e a Astrologia me define como leonina. Eu, como tinha de ser, não acredito nessa pseudociência que usa linguagem fria pra definir as pessoas com características genéricas e universais. Mas admito que tenho lá meu desejo por brilho e reconhecimento. E um orgulho que domina boa parte das minhas atitudes.  (Mas no fundo quem não tem?) Tenho dificuldade em demostrar afeto pelas pessoas, estrago meus relacionamentos amorosos a anos por conta disso. Ou demonstro demais na hora errada ou de menos na hora mais errada ainda. O que leva os caras a saírem correndo de qualquer jeito, por susto ou frustração. E quando eles não correm, eu corro, porque a verdade é que eu não sei lidar com relacionamentos amorosos mesmo e  quando a coisa começa a beirar a seriedade eu fujo, me escondo, corro o máximo que for capaz. Espero secretamente que um dia chegue alguém que mude tudo, que me tire o medo e os meus pés do chão, me ensine a viver e amar da melhor maneira possível.
Tenho um dom pro drama, sei atuar e mentir como ninguém, se tiver motivação e tempo pra ensaiar, claro. (RISOS) Eu sei facilmente ser outra pessoa, só não gosto. Me sinto obviamente uma farsa, por isso evito. Tento guardar essa facilidade em não ser eu, pros meus textos e performances no palco. (???????)
Eu leio vários livros ao mesmo tempo e não termino nenhum. Não domino o uso das vírgulas. Não sei brincar de amor. Nunca telefono se não tiver algo pertinente pra dizer. Trato todo mundo bem e não suporto a idéia de não receber isso de volta. Sou sensível e chorona por detrás da minha máscara de maturidade e frieza. Eu gosto de músicas e livros tristes. Mas não gosto de filmes de drama, acho que minha vida já basta.  
Eu perdi algumas pessoas na caminhada, não pra morte e sim pra vida, o que não deixa de ser doloroso. Mas quando a gente cresce é preciso aprender que nada te dar a garantia de ser pra sempre, e as pessoas tem todo o direito de escolher o que querem pra sua própria vida. Ninguém pode mudar isso.
Agora, eu não me considero feliz, me considero bem. O que é bem diferente. Eu tô vivendo, da melhor maneira que consigo. Com todas as certezas e incertezas, argumentos e contradições, escolhas e indecisões, eu vou vivendo. Porque afinal de contas a gente tem que fazer o que precisa ser feito e a minha nova filosofia é apenas suportar um dia de cada vez. Afinal, como disse Da vinci:  "não se volta se a meta é a estrela."
 

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