quinta-feira, 16 de junho de 2011

Please, Sir, I want some MORE!

Postado por Camilla Fernanda às 12:15 0 comentários

[...] Mas deixa primeiro eu salvar a MINHA pele. Me deixa ser egoísta. Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim e quero ser preservada. Me deixa de fora de suas mentiras e dessa conversa fiada. Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas. E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado. Não me diga nada. (Ou me diga tudo). Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar. E olhar mente, eu sei! E eu sei por que aprendi. Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?) Mas meu coração está rouco agora. GRAVE! Você percebe? Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou, apesar de tudo ser um pouco verdade. O problema não é esse. Eu não me contento com pouco. (Não mais). Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca. Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta. Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e só vou te dar se você me der também. Pode rir, é isso mesmo. Não vou fingir ser o que não sou. Quer me tratar bem? Amém! Se não quiser, vá com Deus, não me procure mais!  


Fernanda Mello

Eu vou sentir tua falta e sempre vou guardar na memória  e no coração aquele dia que você cantou pra mim. Vou lembrar com carinho da "tradição" de comer duas vezes no mesmo lugar. Mas é só até aqui que eu posso ir. Até.

"Take a bite of my heart tonight"

sábado, 7 de maio de 2011

A pessoa que você tanto não procura

Postado por Camilla Fernanda às 00:36 3 comentários




"Ok, você pode negar o chamado, o acaso, a chance, o que for, mas depois que você passa a olhar a fisionomia da outra pessoa de uma forma diferente e ternurenta, é como se você atravessasse uma ponte retrátil...


Merda."




Gabito Nunes
texto completo aqui 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Toma um café...

Postado por Camilla Fernanda às 12:18 2 comentários

que o mundo já acabou faz tempo."

domingo, 27 de março de 2011

A vida é assim...

Postado por Camilla Fernanda às 01:23 2 comentários


"ao ver Mirabell se afastar, Ray Porter sentiu uma perda "Como é possível?", pensou ele, sofrer por uma mulher que ele manteve a distância. Para não sentir a falta dela quando ela fosse embora. Só então percebeu o quanto querer só uma parte dela, e não ela inteira fez os dois sofrerem. E como não podia justificar seus atos, exceto por a vida ser assim."
(Filme: Shopgirl [Garota da Vitrine])

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma exigência e uma impossibilidade

Postado por Camilla Fernanda às 02:41 1 comentários

"Eu sempre tivera certa dificuldade com Camilla, como se ela encerrasse ao mesmo tempo uma exigência e uma impossibilidade.[...]
Chegava em casa e quase não falava, esgueirava-se, imperceptível, a qualquer instante, como se temesse ser desmascarada. Fechada em seu quarto no final do corredor, como se esperasse que lá, em algum momento, alguma coisa aconteceria. Camilla parecia estar constantemente esperando alguma coisa, um aceno, uma carta, um sinal, alguém que chamasse o seu nome, Camilla[...]
Às vezes parecia jovem, quase impúbere, outras uma mulher vivida, precocemente desgastada. Talvez fosse um daqueles casos ambíguos de mulher feia em corpo de mulher bonita, ou gorda em corpo de magra, ou velha em corpo de jovem, talvez Camilla fosse tudo isso, e em momentos específicos, por exemplo, no crepúsculo e na alvorada, fosse possível presenciar essas transformações, em geral misteriosas, imperceptíveis." 
(Carola Saavedra in: Toda terça, Ed. Companhia das Letras)

domingo, 20 de março de 2011

Contrato

Postado por Camilla Fernanda às 21:10 1 comentários


"Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós.A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra... Mas a gente combinou que não era amor. 
Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso. Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro que faz filme, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado. Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar[...]o quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo. Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor. E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo  “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: NÃO EXISTE NINGUÉM AQUI DENTRO.  Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita."
TATI [DIVA] BERNARDI
 Bom, esse texto já teve muuuuuuuuito a ver comigo algum dia e ás vezes acho que ainda pode ter, maybe.  Apreciem.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Assinado Eu [2]

Postado por Camilla Fernanda às 13:19 7 comentários
Tenho asco de qualquer coisa ligeiramente boa que acabe. Uma angústia eterna de despedidas. Principalmente daquelas em que nada foi dito, onde o adeus fica subentendido em um "já tô indo'. E o coração ali, lendo um ADEUS e jurando que da próxima vez vai se entregar primeiro a DEUS, antes de qualquer coisa, ou pessoa.
O rosto esquenta e as mãos gelam. Reações fisiológicas de uma menina de lata, que insiste em levar ao pé-da-letra a frase:  
"Nunca, jamais diga o que sente. Por mais que doa, por mais que te faça feliz. Quando sentir algo muito forte, peça um drink." [Caio F. Abreu]
 Eu peço um drink pra tentar lembrar o porque de ter enxergado promessas subentendidas no teu 'por causa de tu ' quando eu perguntei o motivo de você ter voltado. Apesar de saber que nunca fui eu o motivo, fui fingindo acreditar, até que esqueci o roteiro e acreditei.
Constrangida em ser tão boba, tento chorar pra descarregar toda a raiva da vida. Mas as lágrimas não descem. Não é indiferença, eu só entrei naquela de sentir a dor dos olhos pra dentro e não sei mais como sair. 
Ando tentando viver a leveza que é não se importar. No meu caderninho mental de frases, tem uma do Dr. House que diz: "É fácil quando você não se importa". Queria poder usá-la agora. Mas se eu realmente não me importasse não perderia meu sono, nem minha tranquilidade, não escreveria porra de texto nenhum e muito menos soltaria um palavrão sem motivo. É tudo descarga. Minha maneira de expressar o que a vida me ensinou a esconder.
Ainda assim é bom que fique claro, registrado e bem dito que mesmo sem choro, nem vela, dói.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Nadinha,Zé

Postado por Camilla Fernanda às 00:39 2 comentários

"Mas to me divertindo, ué. Não é isso que mandam a gente fazer? Quando a gente chora e escreve aquele monte de poesia profunda. Quando a gente se apaixona e tudo mais e enche o saco dos amigos com aquela melação toda. Não fica todo mundo dizendo pra gente parar de tanto drama e se divertir? Poxa, to só obedecendo todo mundo [...]Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada. Nada [...]Nadinha. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa.
[...]Todos são outros. Porque o de verdade, Zé, o de verdade não existe. A gente chora, escreve lá umas poesias profundas, chora, mas um dia a gente acorda e descobre que esse aí não existe não [...] Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé."


Tati Bernardi


 

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