sexta-feira, 4 de novembro de 2011

The lack

Postado por Camilla Fernanda às 03:01
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Saudade é pra quem sente amor. Sentir falta é pra quem sente vazio. [...]


"[...] Entrei desfalcado nesse nosso jogo de silêncio. Se bem me conheço, vou me arrepender e te procurar, eu sei. Mas isso tem de ser feito agora. Vamos viver uma coisa por vez. Só aceitei perder você porque foi de W.O.

E amanhã será um novo dia igual a este. Mas, de que adianta desejar um novo dia se, ao mesmo tempo, desejo também um mesmo e velho erro? O relógio devia me dar um tempo ou parar até eu me resolver. Por isso vim. E, também por isso, quase não vim. Entre nós, a verdade é que ninguém tá nem aí pra ninguém.

Se não for pedir muito, emita algum sinal, deixe um alô na minha timeline, que eu vejo aqui do meu lado, assim que lembrar das senhas pra te ganhar. Sim, às vezes te procuro na web, grande áfrica. Quero saber com quem você anda e o porquê do silêncio. Tá estampado e nítido na sua cara, no seu riso-ejaculação-precoce, que também não me esqueceu. Ainda.

Tenho saudades. Quero dizer, desculpe, sinto sua falta... "



Gabito Nunes , texto completo aqui

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Eu, eu mesmo e ninguém

Postado por Camilla Fernanda às 00:58
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Desse tipo que escreve por uma necessidade arrebatadora, cá estou eu. Sentada na frente do PC comendo sucrilhos (a la Tati Bernardi), sem nem saber ao certo o que escrever, apenas escrevendo. Não sei o título, o jeito, o estilo que devo seguir, só sei que escrevo. Escrevo como catarse, como fuga ou qualquer coisa que me alivie de mim. Eu transbordo o tempo todo. Nenhuma das minhas válvulas de escape bastam ao meu ser. Não tem espaço, nem tempo, pra tudo que eu quero ser, ou tudo que eu quero expressar.
Quando eu era pequena e me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, aquela pergunta irritante que angustia qualquer ser pensante, eu dizia: "Médica e bailarina". (É óbvio que essa pergunta não me angustiava na época, mas que é irritante é.) E passei um bom tempo achando que isso era o que eu queria mesmo e fui vivendo. Tempos depois continuei amando dançar mas comecei a desvincular-me dessa história de medicina e justificava dizendo que não sabia se aguentaria ver tanto sofrimento humano. Eu só conseguia pensar que ia ter que ver muita gente sofrendo e isso definitivamente não era pra mim.
Ao descobrir o meu verdadeiro caminho, a Psicologia, a sensação foi de alívio e certeza. Lembro que tava lendo uma enciclopédia que definia algumas profissões em sua anti-capa, e quando li psicologia e sua definição, pensei: "Meu Deus, é isso mesmo. Como não pensei nisso antes?" E até hoje não consigo imaginar minha vida sem a psicologia. Eu lembro que tive que decepcionar, mesmo que minimamente, meu pai. Pois ele queria que eu fizesse Medicina e achava Psicologia coisa de doido mesmo. (não que não seja, RISOS)
Mas era aquela história, ou eu o decepcionava (rapidão) naquele instante, ou iria viver uma vida frustrada e ia ter que arcar com as consequências disso. Então, desculpa pai.
A escolha da Psicologia obviamente não condiz com aquela minha explicação infantil de abrir mão da medicina por não querer ver sofrimento humano. Tem profissional que lida mais com sofrimento do que psicólogo? Se tem não me informaram. Eu não quis mesmo medicina, porque não é minha praia. O máximo de medicina que entra na minha vida vem da Psicologia ou dos episódios de House. E talvez fique assim mesmo.
Eu tenho uma certa dó de quem não sabe o que quer da vida. Talvez até por não conhecer esse sentimento. O que sempre me ocorreu, foi excesso de querer. Eu quero. Ou melhor, EU QUEROOOOOOOOOO! com letras garrafais e em néon. Eu quero mais e muito. 'Intensidade, baby!'. Eu quero muitas coisas e é esse o meu grande problema.
Eu nasci em 08/08 e a Astrologia me define como leonina. Eu, como tinha de ser, não acredito nessa pseudociência que usa linguagem fria pra definir as pessoas com características genéricas e universais. Mas admito que tenho lá meu desejo por brilho e reconhecimento. E um orgulho que domina boa parte das minhas atitudes.  (Mas no fundo quem não tem?) Tenho dificuldade em demostrar afeto pelas pessoas, estrago meus relacionamentos amorosos a anos por conta disso. Ou demonstro demais na hora errada ou de menos na hora mais errada ainda. O que leva os caras a saírem correndo de qualquer jeito, por susto ou frustração. E quando eles não correm, eu corro, porque a verdade é que eu não sei lidar com relacionamentos amorosos mesmo e  quando a coisa começa a beirar a seriedade eu fujo, me escondo, corro o máximo que for capaz. Espero secretamente que um dia chegue alguém que mude tudo, que me tire o medo e os meus pés do chão, me ensine a viver e amar da melhor maneira possível.
Tenho um dom pro drama, sei atuar e mentir como ninguém, se tiver motivação e tempo pra ensaiar, claro. (RISOS) Eu sei facilmente ser outra pessoa, só não gosto. Me sinto obviamente uma farsa, por isso evito. Tento guardar essa facilidade em não ser eu, pros meus textos e performances no palco. (???????)
Eu leio vários livros ao mesmo tempo e não termino nenhum. Não domino o uso das vírgulas. Não sei brincar de amor. Nunca telefono se não tiver algo pertinente pra dizer. Trato todo mundo bem e não suporto a idéia de não receber isso de volta. Sou sensível e chorona por detrás da minha máscara de maturidade e frieza. Eu gosto de músicas e livros tristes. Mas não gosto de filmes de drama, acho que minha vida já basta.  
Eu perdi algumas pessoas na caminhada, não pra morte e sim pra vida, o que não deixa de ser doloroso. Mas quando a gente cresce é preciso aprender que nada te dar a garantia de ser pra sempre, e as pessoas tem todo o direito de escolher o que querem pra sua própria vida. Ninguém pode mudar isso.
Agora, eu não me considero feliz, me considero bem. O que é bem diferente. Eu tô vivendo, da melhor maneira que consigo. Com todas as certezas e incertezas, argumentos e contradições, escolhas e indecisões, eu vou vivendo. Porque afinal de contas a gente tem que fazer o que precisa ser feito e a minha nova filosofia é apenas suportar um dia de cada vez. Afinal, como disse Da vinci:  "não se volta se a meta é a estrela."

domingo, 23 de outubro de 2011

Me too.

Postado por Camilla Fernanda às 01:05
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"Quando eu gosto de um menino fico com raiva e trato super mal.

 Minha prima de nove anos faz igualzinho."

                                                                                                                                                                                               








                                                                                                                                                                                                   Tati Bernardi

Dói...

Postado por Camilla Fernanda às 00:46
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Dói saber que você não vai voltar. Dói voltar a você que não vai saber. Dói saber doer. Dói você nem saber o quanto você dói.






Um saco...um saco.
P.S: A foto foi pra amenizar o caráter doloroso do post. ;)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ah, se eu pudesse...

Postado por Camilla Fernanda às 01:27
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"Ah, se eu pudesse não caía na tua
Conversa mole, outra vez
Não dava mole à tua pessoa
Te abandonava prostrado a meus pés
Fugia nos braços de um outro rapaz



Mas acontece que eu sorri para ti
E aí, larari, lairiri..."







domingo, 2 de outubro de 2011

Em tentação não se cai ...se mergulha.

Postado por Camilla Fernanda às 23:19
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A doçura dos fortes

Postado por Camilla Fernanda às 23:08
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"(...) para compreender que na humanidade a regra - que comporta exceções naturalmente - é que os duros são débeis rechaçados e que os fortes, sem se preocupar que os queiram ou não, são os únicos que tem essa doçura que o vulgo toma por fraqueza."

(Marcel Proust in: Em busca do tempo perdido vol. 4 - Sodoma e Gomorra.Tradução de Mario Quintana. Ed. Globo, p. 351)






quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Contém 1 drama

Postado por Camilla Fernanda às 11:08
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"Garotas são loucas, se fossem vendidas em frascos, viria rotulado: contém 1 drama."






Gabito Nunes


O meu com certeza seria:  2 dramas e meio, 3 exageros e algumas neuroses. =D  




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

e tudo bem...

Postado por Camilla Fernanda às 23:50
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“Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir o nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar.”












“Preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem.”

Caio Fernando Abreu

sábado, 17 de setembro de 2011

Sofro de distâncias

Postado por Camilla Fernanda às 16:50
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E o médico perguntou:
 --  O que sentes?
 -- Sinto lonjuras Doutor. Sofro de distâncias.

 Sempre Caio

domingo, 4 de setembro de 2011

Ela leva bóias

Postado por Camilla Fernanda às 22:30
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"Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo, gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? 
A moça.. ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? 
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário... por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo. "

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pra que me serve um negócio que não cessa de bater?

Postado por Camilla Fernanda às 21:12
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"Meu coração lá de longe

faz sinal que quer voltar
Já no peito trago em bronze:
NÃO TEM VAGA NEM LUGAR.
Pra que me serve um negócio 
que não cessa de bater?
Mais parece um relógio
que acaba de enlouquecer.
Pra que é que eu quero quem chora,
se estou tão bem assim,
e o vazio que vai lá fora
cai macio dentro de mim? " 


[Paulo Leminski - ALÉM ALMA (UMA GRAMA DEPOIS).]

domingo, 21 de agosto de 2011

Foi como um cometa ♪

Postado por Camilla Fernanda às 22:20
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"Foi só um ensaio
Foi só um insight
Durou muito pouco
Doeu muito mais
Foi trailer de filme
Ensaio de orquestra
Foi jogo suspenso
No auge da festa
Foi curto e intenso
Canção de Caymmi
Foi meio Almodóvar
Foi meio Fellini
Foi como um cometa
No céu da cidade
Foi breve promessa
De felicidade
Eu morro de saudades do que era pra viver[...] "  




   Meio Almodóvar   
Composição: Nado Siqueira/Juca Novaes 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nem pra sempre, nem nunca mais.

Postado por Camilla Fernanda às 00:36
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O que criado não for...copiado será.

Autópsia   



Gabito Nunes [ de novo]



Já deve ter sofrido por amor, já deve ter se ferido no início, quando era um desconhecido pra mim. É sempre mais reconfortante pensar que seria melhor nem nascer, mas uma vez nascendo, o sofrimento afetivo é o pedágio da vida. Todos passam por isso. Morremos a cada segundo, como uma pilha de pétalas sendo atravessadas por uma agulha negra.

Mas você já sentiu-se como um rato de laboratório? Um bichinho fofo, peludo e pequeno à mercê dos experimentos mais dementes e excessivos de alguém? Como, por exemplo, ter seu minúsculo coraçãozinho arrancado pra fora do corpo e vê-lo pulsando na mão de unhas sujas de uma pessoa babando de insensatez sem o menor pudor de deixá-lo cair?

Eu não sabia que era possível naufragar em salivas, do contrário teria tomado mais precauções com suas frases e atos contradizentes. O primeiro marcando minha existência poética, e o segundo desmarcando esperados encontros como quem descarta comida azeda.

Eu joguei sim, desconversei, fiz cena. É que não queria você me rejeitando de cara. Mas se dei a entender que eu não passava de um brinquedo, desculpa, me expressei errado. Agora me resta ouvir as canções que jurei ódio e não posso passar as faixas românticas, pois perdi o manual de instruções do aparelho de som no meu ouvido interno. Na fossa, não conte com seus amigos, ouça [ OUÇA ESSA ] música, elas são o melhor ombro.

Você acha bonito e divertido fazer todo mundo de idiota? Sério, você se orgulha de ser assim? Pra você é muito fácil apenas não atender telefonemas enquanto floresce em cada uma de suas presas a muda do ressentimento e humilhação, que lá na frente produzirá as maiores sombras frígidas. Você nem ficará sabendo. Permaneceremos jogadas no lixo que é sua memória.

É fácil seguir em frente pra quem não tem razões pra olhar pra trás, pra quem não tem visão periférica ou mesmo o costume de olhar os lados alheios. E não venha chamar isso de escudo. Tornar-se uma pessoa sórdida pra se defender do mundo é como escapar de um assassino no topo de um prédio. E depois jogar-se de lá.

Mas tanto faz. São apenas anotações de quem deu o ego a abater e precisa lembrar o momento exato que o pulso começa a latejar. Foi só mais um alguém que se aproximou ofertando uma maçã do amor numa mão com a foice da paixão na outra. Quantos pedaços você precisa juntar, quando alguém esquarteja um meio-amor? Não sei, não quero fazer a conta, vou guardar forças pra pagá-la em todas aquelas prestações de resguardo, descrença e reflexão, quando a gente faz uma espécie de autópsia sentimental - vivo e sem anestesia.

Pelo menos até a anunciação do próximo ciclo de vida (e morte). É assim, tudo que não gera felicidade, degerenera, morre na impermanência. Nem pra sempre, nem nunca mais.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Meio que bullying...

Postado por Camilla Fernanda às 14:26
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Gabito Nunes



" [...]- Se você prestar bem atenção, quase todas as canções falam de amor. Numa ponta os não correspondidos, tema talvez de sete ou oito décimos do todo. Noutra, as músicas com refrões sobre pessoas que se encontraram e estão apaixonados, otimistas e pateticamente exultantes. Existe aí um hiato, uma brecha, uma falha artística. Qual o lugar das pessoas incapacitadas de amar? As pessoas que não têm paciência, os sem disciplina, os parafusos quadrados, os que não convencidos de que alguma frase termine bem com algum sujeito conjugando amor.

Eu acredito que, na maior parte, as histórias de amor são feitas de gente que tentou ser feliz e teve os sonhos quebrados, e estas estão agora mesmo concentradas em quebrar os sonhos de outro alguém. Porque assim a coisa funciona e ninguém se flagrou. Quem sabe, eu acho, me encaixo neste terceiro grupo, o meio-termo, os perdidos no vácuo, os analfabetos sentimentais, os com a memória quase cheia de más recordações, sou daqueles cujos anos desperdiçados nunca desaparecem, os amaldiçoados que nunca ouviram um eu-te-amo de um interlocutor apaixonado, nem de mentirinha.

Amor, pra mim, sempre foi meio que bullying [...]"






Link do texto completo: AQUI

terça-feira, 19 de julho de 2011

O que é amor pra você?

Postado por Camilla Fernanda às 00:52
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Então Charlie Brown
...o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça.
Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca.
Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir.
...acho que isso é amor


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Eu te deixo ir...

Postado por Camilla Fernanda às 22:43
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Eu deixarei... 
tu irás e encostarás a tua face em outra face 
Teus dedos enlaçarão outros dedos 
e tu desabrocharás para a madrugada. 
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, 
porque eu fui o grande íntimo da noite. 
Porque eu encostei minha face na face da noite 
e ouvi a tua fala amorosa. 
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa 
suspensos no espaço. 
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. 
Eu ficarei só 
como os veleiros nos pontos silenciosos. 
Mas eu te possuirei como ninguém 
porque poderei partir. 

E todas as lamentações do mar, 
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, 
a tua voz ausente, 
a tua voz serenizada.


Ausência - Vinícius de Moraes

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Em demasia

Postado por Camilla Fernanda às 00:57
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Escuta a Tati  ...
"Eu sei que sou exatamente o que 98% dos homens não gosta ou não sabe gostar (apesar de eles nunca me deixarem em paz). Eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma, dos meus medos. Basta eu ver um sinal de luz recíproca no final do túnel que mando minhas zilhões de luzes e cego todo o mundo. Sou demais.Ninguém entende nada.E eles adoram uma sonsa. Adoram.Mas dane-se. Um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer. E que se dane a natureza gritando no meu ouvido que não posso ser assim. Que a boa fêmea sabe esperar nove meses, portanto deve saber esperar uma ligação ou um sinal de "pode avançar no joguinho". Eu não sei esperar nada. E a natureza gritando no meu ouvido que então, já que sou birrenta, vou ficar sem nada mesmo. Porque é preciso saber viver. Atiram a gente nesse mundo, nosso coração sente um monte de coisa desordenada, nosso cérebro pensa um monte de absurdo. E a gente ainda precisa ser superequilibrada para ganhar alguma coisa da vida.Como se só por estar aqui, aturando tanta maluquice, a gente já não devesse ganhar aí um desconto para também ser louco de vez em quando."

Tati Bernardi 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Era disso que eu tinha medo...do que não ficava pra sempre

Postado por Camilla Fernanda às 17:48
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"Me atirava do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo, mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase: Cinema, Parque de Diversão, de Circo, Ciganos. Aquela gente encantada que chegava e seguia.
Era disso que eu tinha medo. Do que não ficava pra sempre." 


(Antonio Bivar, trecho de “Era uma vez”. Também incluído na música Dadivosa - Ana Carolina recitado por Maria Bethânia)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Freud explica

Postado por Camilla Fernanda às 20:05
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Como terminei com uma psicóloga por motivos fúteis - 


Gabito Nunes


Era um pouco orgulhosa. Mas na boa, quem não é? No primeiro encontro, jogando pipoca caramelada aos macacos, tropeçou deixando cair todo o saquinho no córrego que separava os visitantes da jaula. Ridiculamente gaga e corada, disse ser uma tradição judaica de alimentar cisnes peregrinos que usariam o caminho pra migrar ao sul do parque, no verão. Irredutível, todos os domingos atirava um pacote gigante de pipoca no laguinho verde musgo. Tropeçava até, dizia fazer parte do ritual. Só parou quando um guarda mirim descobriu o responsável pela mortandade de cisnes com alto colesterol ruim. Foi sua segunda passagem pela polícia.

Era um pouco romântica. Mas na boa, quem não é? Foi brabo, tive até de chamar um primo que trabalha no mercado de games publicitários pra explicar o conceito didático das animações de Walt Disney, sua maior fixação de amor. Certa noite, depois de me atirar prontuários e históricos de pacientes, jogou na minha cara que mesmo eu não a desejando mais, jamais ficaria só. Parece que o Pato Donald arrastava um bonde por ela. Ainda que convencida, algumas madrugadas a flagrei aos sussurros no telefone, marcando passeios românticos por cafés e cinemas de Patópolis.

Mas era o tipo de psicóloga que eu gostava. O tipo devassa. Ela tinha uma dissertação um tanto inusitada - "Círculos viciosos e a física quântica na psicologia: como dominar o mundo fazendo com que cada psicólogo tenha seu próprio psicólogo". Era um tanto confuso. Mas na boa, qual marco teórico não é? Tinha ali uma passagem afirmando que o sexo só era pecado na horizontal ou na vertical. Caso praticado na diagonal, ultrapassaria qualquer valor moral ou mandamento cristão. Usou tal argumentação com seu sobrinho nerd de treze anos. Ele esperava baixar um download e não a cueca. Fora sua primeira passagem pela polícia.

Era um pouco esquizofrênica. Mas na boa, quem não é? Numa segunda-feira vesperal, a apanhei pregando uma moldura psicodélica associando Lacan à Coca-Cola. Também comprou algumas latas de atum, um desentupidor de pia e um tapete com a inscrição: "Bem-vindo ao doce lar dos Silva", mesmo ela sendo uma Pereira desde criancinha. Justificou que não se casou pra morar num canto que lembrasse o esconderijo de um árabe homem-bomba. Quem fez o pedido, eu nunca soube. Tentei argumentar com a falta de uma aliança no dedo, mas era do tipo moderna. O médico mandou não contrariar. Eu contrariei. Ela tentou suicídio, se lançando da janela do térreo. Aí, o ortodontista mandou não contrariar. Concordei.

Era um pouco briguenta. Mas na boa, quem não é? Nada que vá além de me deixar em coma por uns bons meses primaveris por usar o sexo como arma. Possuía uma superexcitação só comparada a uma espécie fêmea de carrapato. Culpa minha, que só depois descobri o antídoto pra sua raiva. Nutella. Descoberta sua predileção pela sobremesa, abasteci os armários às vésperas de uma TPM que se anunciava no sotaque de Anthony Hopkins em "Silêncio dos Inocentes". Chorei imediatamente ao chegar em casa e me deparar logo na entrada com uma tropa de soldadinhos moldados com chocolate, apontando Big Mac's minimalistas na minha direção.

Passei a cogitar terminar em meados dela completar sua tese de doutorado. Algo tipo "Como controlar a densidade da massa com repressão psicológica cognitiva e uma colher de azeite de oliva: uma oposição às máximas do pensamento socrático sobre o nada". No dia de sua banca, o corpo docente ponderou seu trabalho por dezoito segundos antes de jogar amendoim salgado na coitada da coitadinha. Forçada a aceitar seu período sabático, preenchia seus dias de ócio com uma ideia inovadora: um livro de receitas/romance intitulado: "Mil e Uma Noites de Comidinhas Pra Beliscar Enquanto Planeja Colar O Pinto Do Seu Namorado No Pé Da Cama". Não vendeu muita coisa. Logo acabei.

Não é um pesadelo freudiano meu com psicólogas. Eu juro, aconteceu de verdade. Às vezes, a gente deixa de viver belas e parisienses histórias de amor arranjando essas listas pessoais de razões bobas e intimistas. Tudo pra não se envolver com pessoas que, a priori, não são tão bacanas e têm pouca didática pra nos convencer da paixão ofertada pela confluência do cosmos. Foi uma pena terminar com a psicóloga essa. Me confesso um pouco intolerante. Mas na boa, quem não é?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Lição do cinema N° 3

Postado por Camilla Fernanda às 01:33
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Peter: Jacks, já pensou que esse lance de amor verdadeiro pode ser uma conspiração?


Jacks: Uma conspiração?


Peter: É. Uma conspiração capitalista. Uma mentira forjada pela indústria de filmes e da publicidade, da música... Todo mundo criando essa coisa, esse conceito que nem sequer existe.


Jacks: Amor verdadeiro não existe?


Peter: Olha pensa bem. Onde é que ele tá além das músicas, livros e filmes? Me fala! Quem pode realmente dizer : "eu sempre vou te amar" ?


Jacks: Withney Houston?


Peter: É, quando ela tá muito louca. O fato é que todo mundo tá infeliz porque todos procuram uma coisa que não existe. Ou então estão infelizes porque acham que tão confortáveis...




Filme: Amor e outros desastres

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Please, Sir, I want some MORE!

Postado por Camilla Fernanda às 12:15
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[...] Mas deixa primeiro eu salvar a MINHA pele. Me deixa ser egoísta. Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim e quero ser preservada. Me deixa de fora de suas mentiras e dessa conversa fiada. Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas. E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado. Não me diga nada. (Ou me diga tudo). Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar. E olhar mente, eu sei! E eu sei por que aprendi. Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?) Mas meu coração está rouco agora. GRAVE! Você percebe? Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou, apesar de tudo ser um pouco verdade. O problema não é esse. Eu não me contento com pouco. (Não mais). Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca. Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta. Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e só vou te dar se você me der também. Pode rir, é isso mesmo. Não vou fingir ser o que não sou. Quer me tratar bem? Amém! Se não quiser, vá com Deus, não me procure mais!  


Fernanda Mello

Eu vou sentir tua falta e sempre vou guardar na memória  e no coração aquele dia que você cantou pra mim. Vou lembrar com carinho da "tradição" de comer duas vezes no mesmo lugar. Mas é só até aqui que eu posso ir. Até.

"Take a bite of my heart tonight"

sábado, 7 de maio de 2011

A pessoa que você tanto não procura

Postado por Camilla Fernanda às 00:36
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"Ok, você pode negar o chamado, o acaso, a chance, o que for, mas depois que você passa a olhar a fisionomia da outra pessoa de uma forma diferente e ternurenta, é como se você atravessasse uma ponte retrátil...


Merda."




Gabito Nunes
texto completo aqui 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Toma um café...

Postado por Camilla Fernanda às 12:18
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que o mundo já acabou faz tempo."

domingo, 27 de março de 2011

A vida é assim...

Postado por Camilla Fernanda às 01:23
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"ao ver Mirabell se afastar, Ray Porter sentiu uma perda "Como é possível?", pensou ele, sofrer por uma mulher que ele manteve a distância. Para não sentir a falta dela quando ela fosse embora. Só então percebeu o quanto querer só uma parte dela, e não ela inteira fez os dois sofrerem. E como não podia justificar seus atos, exceto por a vida ser assim."
(Filme: Shopgirl [Garota da Vitrine])
 

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