Mostrando postagens com marcador #BERNARDI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #BERNARDI. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de outubro de 2011

Me too.

Postado por Camilla Fernanda às 01:05 0 comentários

"Quando eu gosto de um menino fico com raiva e trato super mal.

 Minha prima de nove anos faz igualzinho."

                                                                                                                                                                                               








                                                                                                                                                                                                   Tati Bernardi

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Em demasia

Postado por Camilla Fernanda às 00:57 1 comentários

Escuta a Tati  ...
"Eu sei que sou exatamente o que 98% dos homens não gosta ou não sabe gostar (apesar de eles nunca me deixarem em paz). Eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma, dos meus medos. Basta eu ver um sinal de luz recíproca no final do túnel que mando minhas zilhões de luzes e cego todo o mundo. Sou demais.Ninguém entende nada.E eles adoram uma sonsa. Adoram.Mas dane-se. Um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer. E que se dane a natureza gritando no meu ouvido que não posso ser assim. Que a boa fêmea sabe esperar nove meses, portanto deve saber esperar uma ligação ou um sinal de "pode avançar no joguinho". Eu não sei esperar nada. E a natureza gritando no meu ouvido que então, já que sou birrenta, vou ficar sem nada mesmo. Porque é preciso saber viver. Atiram a gente nesse mundo, nosso coração sente um monte de coisa desordenada, nosso cérebro pensa um monte de absurdo. E a gente ainda precisa ser superequilibrada para ganhar alguma coisa da vida.Como se só por estar aqui, aturando tanta maluquice, a gente já não devesse ganhar aí um desconto para também ser louco de vez em quando."

Tati Bernardi 

domingo, 20 de março de 2011

Contrato

Postado por Camilla Fernanda às 21:10 1 comentários


"Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós.A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra... Mas a gente combinou que não era amor. 
Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso. Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro que faz filme, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado. Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar[...]o quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo. Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor. E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo  “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: NÃO EXISTE NINGUÉM AQUI DENTRO.  Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita."
TATI [DIVA] BERNARDI
 Bom, esse texto já teve muuuuuuuuito a ver comigo algum dia e ás vezes acho que ainda pode ter, maybe.  Apreciem.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Nadinha,Zé

Postado por Camilla Fernanda às 00:39 2 comentários

"Mas to me divertindo, ué. Não é isso que mandam a gente fazer? Quando a gente chora e escreve aquele monte de poesia profunda. Quando a gente se apaixona e tudo mais e enche o saco dos amigos com aquela melação toda. Não fica todo mundo dizendo pra gente parar de tanto drama e se divertir? Poxa, to só obedecendo todo mundo [...]Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada. Nada [...]Nadinha. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa.
[...]Todos são outros. Porque o de verdade, Zé, o de verdade não existe. A gente chora, escreve lá umas poesias profundas, chora, mas um dia a gente acorda e descobre que esse aí não existe não [...] Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé."


Tati Bernardi


terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Eu não falo de dor...

Postado por Camilla Fernanda às 09:46 4 comentários


eu falo da estranha sensação que é não sentir NADA."
Não é que eu não sinta, eu só .... não sinto sabe?! Eu tinha andado meio distraída, ligada no automático e nem tinha percebido. Mas é isso mesmo, atualmente não sinto nada.
É claro que isso não é nenhuma novidade pra mim, já tinha passado por momentos assim antes. Mas antes eram apenas 'momentos' agora são dias.
Eu sempre fui meio estranha, diferente da maioria e blá blá blá... nunca achei que álcool resolveria, muito menos que festinhas-futéis-tocando-a-música-do-momento iam me acrescentar alguma coisa.
Eu sempre busquei MAIS, sempre achei que tinha alguma coisa, que ia chegar alguma hora, pra preencher essa parada. E fui levando a vida assim, de uma maneira um tanto quanto estranha e quase feliz.
Ai estou eu, no meio da aula de Inconsciente I, ouvindo a professora dizer que nós já nascemos com a falta/perda de alguma coisa e passamos a vida inteira tentando preencher o que não se preenche. Inventamos histórias, amores, alegrias e etc.. pra tentar colocar um objeto nessa lacuna.
E aí eu percebo que o meu curso (psi) é o melhor e mais angustiante do mundo, porque a partir do momento que define-se algo, corre-se o risco de limitar ou infinitar esse algo. E nesse caso infinitou (isso existe?). Antes era só uma TPM prolongada, uma ligeira depressão. Eu parava e pensava "Aff hoje eu tô meio down" e pronto.
Aparecia algo que me animava e eu esquecia. Mas agora que sei, que é humano sentir isso, que isso se chama VAZIO EXISTENCIAL e que já nascemos tentando preenchê-lo,tudo tomou proporções gigantescas, só consigo imaginar um buraco negro que nunca será preenchido por nada. O que me fez lembrar o Lennon "A ignorância é uma espécie de benção". E é mesmo.Sem saber, eu quase nem sentia.
Para a psicanálise viveremos pra sempre com a perda/ falta e no momento do ápice ( angústia) procuraremos um objeto pra preencher essa falta. Lembro dela dizer que o amor é o mais usado. (O amor? Será? Ele preenche mesmo?).
Mas, eu com toda a minha intensidade e medo da vida, costumo desejar demais as coisas. Quando quero, quero muito e quero agora. É tudo ou nada. É 8 ou 80. Não sei viver na superfície das coisas. E quando não sinto esse querer intenso, costumo nem levar pra frente qualquer projeto de envolvimento. Porque se eu não estiver completamente envolvida e embriagada por sentimentos, costumo ter pavor de qualquer profundidade. Eis aí a minha contradição.Por isso nunca encontrei preenchimento algum no amor, ninguém quer uma louca complicada e contraditória. Então lembro da Tati Bernardi:  "Você deveria saber. Eles nunca são a resposta. Nunca foram".E decido que o amor não deve mesmo preencher.
No post passado disse "Aprende, aprende, aprende que dói menos". Agora, digo que não sinto nada. Eu costumo oscilar muito entre esses dois estágios (o de dor e o de não sentir nada), no post passado me referia a minha velha mania de positivar afeto, pra tentar preencher este vazio. Aquela mania de inventar amores, pra ter com quem sonhar, o que desejar, pra ter objetivo mesmo. Isso nunca deu certo pra mim. NUNCA. 
Sempre sonho, desejo sozinha e depois de perceber isso, me deparo com um sentimento de quase dor seguido de um não-sentir. Como se a frustração de perceber que tudo se repete, levasse ao bloqueio de qualquer sentimento. Me fazendo possuir um coração anestesiado. Ou seja, caio no vazio de novo. É um círculo vicioso imutável. Que só me leva a pensar que não fui mesmo feita pra isso. Devo fazer parte de uma espécie não-humana rara-limitada-de-seres-que-buscam, só pode.O que me lembrou do Lewis: "Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para outro mundo." 
Daí, decido que é isso. Fui feita pra outro mundo e devo passar a vida tentando encontrar o caminho de casa, bem no estilo Dungeons & Dragons (Caverna do Dragão), vivendo de esperança e ilusão, buscando o fim de uma história sem final. Levando a sensação de que não sentir nada é pior que sentir dor.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pela milésima vez...

Postado por Camilla Fernanda às 15:56 4 comentários


"Aprende, aprende, aprende que dói menos"

Tati Bernardi

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Postado por Camilla Fernanda às 01:22 1 comentários
"Não passa nunca, mas quase passa todos os dias."                  [Tati Bernardi]

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ctrl C + Ctrl V

Postado por Camilla Fernanda às 16:51 7 comentários
Minha amiga Bia me mostrou esse texto e eu babei. Babei na inteligência, humor e 'universabilidade'[estou quase certa de que acabei de inventar essa palavra] da Tati Bernardi, virei fã incondicional e provavelmente ainda postarei inúmeros textos perfeitos dela por aqui.Agora, curtam aS imagenS[ lindaS por sinal] e as palavras muito bem ditas.
Beijos a todos.

Meu namorado o doctor House




Eu decidi que tô namorando o doutor Greg House, aquele com cara de “adoro sexo mas sou arrogante demais pra fazê-lo” que passa todo dia as oito da noite no canal 43. Menos as sextas. E sábados. E domingos. Como todo péssimo namorado, ele tem mais o que fazer da vida nesses dias.
Já que a vida inteira namorei rapazes que não me namoravam e fui namorada de rapazes que jamais namorei, resolvi namorar o House e fim de papo. Comprei um estoque de Vicodim e um apartamento em andar baixo. Tudo pensando nele.

O House pode tudo. Ele pode me dizer que meu cabelo era infinitamente melhor mais curto e mais claro. Ele pode me dizer que eu fico infinitamente mais bonita com uns cinco quilos a mais. Ele pode reclamar que eu cortei a malhação por falta de grana e paciência. Ele pode reclamar da queda hormonal e da minha mania de viver caindo. Ele pode rir da minha vontade de escrever novela ou qualquer outra coisa popular que me encha de dinheiro para eu poder escrever livros quieta ouvindo Nina Simone, da minha mania de cantar Maroon 5 e do fato de eu escrever tudo em primeira pessoa porque, de verdade, acho um saco qualquer outra coisa do planeta que não passe aqui por dentro. E o House super passa, em meus sonhos.
Quando vai dando sete e meia da noite (ahhh, a falta do que fazer, já tem uma semana que não aparece um bom freela ou um bom sei lá o quê) tomo meu banho. Passo meus cremes. Coloco uma roupinha pra ele. Me tranco no quarto, no escuro. Vou passar os próximos sessenta minutos vendo vômitos, sangue, paradas cardíacas, berebas purulentas e a famosa “lombar punction”. Mas meu coração não entende nada como desgraça, a não ser a óbvia desgraça do amor.
Todos os dias eu acho que vou morrer. E todos os dias ele descobre mil coisas pra não deixar. Porque quase nunca se morre nas mãos dele. E todos os dias ele me magoa terrivelmente com sua amargura e inteligência. E eu deixo porque não tem nada mais sexy do que gente que te odeia. Namorar quem tá cagando pra você, então, é o auge do sexy. Por isso eu namoro o House.

Nós nunca vamos casar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu amor com as garotas pagas. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É sofrimento puro. É o pior namoro do mundo. Mas como diria minha mãe “quando essa menina decide uma coisa...”.

Tati Bernardi (FAÇO DAS PALAVRAS DELA, AS MINHAS ;D )

P.S¹: Não me contentei em colocar apenas 1 uma foto, achei todas muito lindas
P.S²: ahh ele é MEU namorado, boto quantas fotos eu quiser..hsauahsuhashuas
:D
 

Tudo que acho certo Copyright © 2010 Design by Ipietoon Blogger Template Graphic from Enakei